Porque é tão difícil ficar solteira?

Olá, lindonas!

Na quarta feira passada eu comentei sobre um e-mail que eu recebi de uma pessoa que preferia estar num relacionamento ruim e abusivo do que ficar solteira. Se você ainda não leu este post clique aqui e saiba tudo o que foi dito sobre esse assunto. Se você também quiser sugerir alguma postagem deixe nos comentários ou me mande por e-mail (bruna@brunaarantes.com.br)

Vamos ao tema de hoje!!

Porque é tão difícil ficar solteira?

A resposta vale uma boa reflexão.

É difícil ficar solteira porque nascemos com a vocação para amar e com a necessidade de nos sentirmos importantes para alguém.

Queremos nos sentir escolhidas, admiradas e valorizadas. Nós gostamos de saber que tem outra pessoa, além dos nossos amigos e familiares, que se importa com o nosso bem-estar, com o que a gente pensa e sente. Gostamos da sensação de receber amor e de impactar a vida do outro por meio do nosso amor.

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Segundo Aaron Beck (1995), “amar e ser amado é uma das vivências mais enriquecedoras por que passam as pessoas. A pessoa recebe consolo na saudade, alento no desânimo e tem com quem compartilhar os momentos de alegria. E há o bônus extra da gratificação sexual. Tampouco pode se subestimar a satisfação de ter filhos e constituir uma família (…) O casamento pode trazer mais satisfação e adquirir mais sentido a cada dia que passa”.

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Como é bom ter um parceiro que seja cúmplice, com qual se possa brincar sempre e realizar desde as pequenas coisas até as grandes tarefas da vida.

Segundo Seligman (2004) pesquisas mostram que pessoas casadas ou com relacionamento estável tem índice mais baixo de depressão.

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Essas citações foram retiradas do livro: “Laços um caminho longo a dois” da psicóloga e coach Patrícia Quaresma Ragone. A Patrícia e eu tivemos a oportunidade de fazer a formação em coaching e a especialização em relacionamento juntas. Foi um prazer conhecê-la e ter contato com seu livro. 

Mas o que fazer quando se está em um relacionamento e mesmo assim não consegue se sentir amada (o) e especial?

Algumas coisas precisam ser analisadas:

1 – Você se sentia amada pelo seu companheiro mas hoje não se sente mais? Houve alguma piora no relacionamento de vocês, do tipo: “ele era uma pessoa amorosa e atenciosa comigo e agora não é mais” e essa mudança tem gerado um estranhamento da sua parte e feito com que você não se sinta tão importante na vida dele? Essa sensação de não se sentir amada tem acontecido só com você ou com ambos?

Entenda que o amor entre o casal não é necessariamente eterno nem incondicional. O amor está condicionado à admiração mútua. Se uma das partes deixar de admirar e de se comprometer com o outro e de se dedicar para fazer a relação dar certo, o amor se desnutre e morre.

Você pode dar o seu melhor para a relação, mas não tem controle sobre o que o outro decide fazer. Cuide de sua vida de tal modo que ela esteja pronta para receber a pessoa amada ou se despedir dela, se o relacionamento não for mais nutritivo. O casal pode até decidir permanecer juntos sem o bônus da realização e da felicidade conjugal. Essa é uma escolha particular que cabe apenas a eles.

Para evitar surpresas negativas é muito importante ambos estarem atentos ao clima da relação e manterem um diálogo aberto e sincero. Se fizerem vista grossa para os problemas eles tendem a se acumularem e ficarem cada vez mais sérios e mais difíceis de serem solucionados.

2 – Outro ponto a ser analisado é se a linguagem que vocês usam para expressar e receber amor são diferentes. Aqui eu me refiro as linguagens descritas no livro “As Cinco linguagem do Amor”. O autor Gary Chapman diz que cada pessoa tem uma forma preferencial de demostrar amor e que nem sempre seu parceiro usa das mesmas atitudes que você para demostrar o que ele sente. As vezes seu companheiro está expressando que te ama deixando o café pronto pra você, ou passando mais tempo em casa, mas você não está se sentindo amada porque ele não verbaliza isso e você gostaria de ouvir “eu te amo” mais vezes. É bom conhecer quais são as linguagem que você e seu companheiro usam para que vocês tenham mais empatia um pelo outro e compreendam melhor a forma como cada um prefere se expressar seus sentimentos.

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3 – Outra situação é “ele não mudou, eu é que nunca consigo me sentir especial não importa o que ele faça”.

Bom… nesse caso o problema é novamente a questão da baixo auto-estima. A baixo auto-estima está relacionada à maneira  como cada pessoa internaliza as coisas que lhe aconteceram. Algumas mentes são mais propícias a focarem nos elementos positivos, em quão amadas elas foram e são, enquanto outras tendem a fazer uma abstração seletiva no sentido oposto, fixando exatamente no quanto de amor lhe falta.

E isso tem forte impacto negativo no relacionamento, pois é muito cansativo amar alguém que tem pouco amor-próprio, porque por mais que o parceiro se esforce para fazê-la enxergar o seu potencial a pessoa simplesmente não acredita e o esforço dele é em vão.

Muitas pessoas com baixa autoestima tiveram pais ausentes, professores repressores, colegas que as agrediram verbalmente, mas a verdade é que não dá pra mudar o passado. É preciso aceitá -lo. O que pode ser feito é procurar ajuda profissional e dar um novo significado ao que te aconteceu. Ou você pode escolher continuar alimentando a autopiedade e passar a vida justificando seu senso de inferioridade.

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Vou ser sincera, procurar ajuda dá mais trabalho. Você vai sentir uma vontade enorme de deixar pra lá. Porque você precisará se mexer e agir para fazer mudanças. Em compensação essas mudanças poderão transformar seu futuro de forma maravilhosa.

A decisão está em suas mãos. Pense com carinho sobre isso.

Com base no que vimos hoje, também reflita sobre:

  • Como está a qualidade da sua relação amorosa?
  • Você se sente uma pessoa importante para o seu parceiro?
  • Você demostra para o seu parceiro que ele é importante para você?

Na próxima quarta vamos falar sobre  O que fazer para melhorar o amor próprio e lidar bem com o status de solteira?

Beijos, até semana que vem.

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