Por que alguns relacionamentos dão tão certo e outros não?

Por que alguns casais conseguem viver relacionamentos harmoniosos e felizes durante muito tempo enquanto outros brigam constantemente e logo se separam?

A forma como o casal se comporta e interage na relação diz muito sobre a qualidade e o futuro dela.

Hoje vou falar sobre dois tipos de interações:  uma pode alavancar seu relacionamento, torná-lo cada dia melhor e a outra pode desgastá-lo e levá-lo ao fim.

Os diferentes tipos de interações que vamos discutir aqui são os relacionamentos baseados na Reciprocidade do Bem ou na Reciprocidade do Mal.

Relacionamentos fundamentados na Reciprocidade do Mal são relacionamentos baseados em trocas de comportamentos ruins, pequenas vingancinhas e competições entre o casal.

Ela acontece quando, por exemplo, o rapaz no início do namoro faz algo que a namorada não gosta, e ela chateada responde com outra atitude ruim, ciente de que ele não vai gostar. Seria algo como “pagar na mesma moeda”. “Ah! é assim? Então tá!”

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Outros Exemplos:

· Ele sai com os amigos e não atende o celular; ela com raiva tenta fazer algo para deixá-lo com ciúmes.

· Ela chega atrasada no compromisso dele; ele passa a noite de cara feia.

· Se ele não liga logo cedo, ela demora para responder as mensagens dele.

· Se ela de TPM falar com ele em tom de voz ríspido, ele responde falando alto e sendo grosseiro.

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Essas pequenas atitudes negativas vão se tornando cada vez mais comuns e recíprocas. Eles se gostam, mas vivem implicando um com o outro e quando se casam acabam mantendo esse padrão de Reciprocidade do Mal, e é no casamento que o problema fica mais aparente. O homem passa a não ser tão dedicado ao relacionamento, é desligado, esquece as datas importantes e não oferece muita ajuda em casa. Ela não faz questão de fazer as comidas que ele gosta e ainda se excede nas compras, dá um jeito de esconder dele o sapato novo que comprou.

Ele quer passar as férias na praia, ela quer visitar os familiares. Então eles passam a disputar quem dá a última palavra e começam a competir entre si, e se tornam cada vez mais egoístas. Não há empatia entre eles, não se colocam um no lugar do outro, não há interesse em agradar o (a) companheiro (a). E quando conversam com outras pessoas sobre o relacionamento, o parceiro está sempre no papel de vilão. É sempre o outro que não faz isso ou aquilo direito.

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Ambos cobram mais atenção e afeto, se colocam como vítimas da situação. Eles conversam pouco, deixam o clima ruim pairar entre eles. Não resolvem os problemas rapidamente. As vezes até esquecem da razão atual de estarem chateados, afinal , são tantas “coisinhas”… Em consequência eles acabam se evitando.

Essas situações ruins levam muitos casais à falta de conexão e consequentemente ao divórcio.

Mas por que muitos casais constroem e alimentam a Reciprocidade do Mal no dia a dia? Por orgulho e imaturidade emocional.

O orgulho faz com que nenhum dos dois peça perdão, ou tenha uma atitude positiva diante de uma atitude negativa do companheiro. Eles esperam que a iniciativa de consertar a situação parta sempre do parceiro. “Se ele pedir desculpas primeiro eu reconsidero”, “Eu sou assim por causa dela (e)” …

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São imaturos emocionalmente porque assim como crianças, eles esperam que o (a) companheiro (a) os ame incondicionalmente. O que não acontece na prática. O amor entre um casal, não é como o amor materno, ele é condicionado á admiração, atração e as trocas de gentilezas. O amor de sua mãe por você tende a resistir ao seu mau humor e aos seus gestos malcriados, já seu parceiro pode não ser tão paciente.

O que fazer para quebrar esse padrão de interação negativa, essa Reciprocidade do Mal ?

Praticando a Reciprocidade do Bem!!

A Reciprocidade do Bem é vivida por casais conscientes de que querem construir um relacionamento com uma convivência pacífica, amável e motivadora. Por isso preocupam–se em ser humildes e despertar a melhor versão do seu companheiro (a).

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O que fazer para despertar a melhor versão do seu companheiro?

1. Observe-o: Todos nós temos alguns hábitos e comportamentos padrões. Observe quais são os hábitos, as manias e os comportamentos frequentes do seu companheiro. O que ele gosta de fazer? O que o deixa feliz e animado? O que o deixa entristecido ou irritado?

2. Evite repetir ações que o deixam claramente irritado. Se você sabe que atrasos o irritam, dê o seu melhor para que esses atrasos não aconteçam. Se você sabe que ele fica de mau humor quando está com fome, evite falar com ele sobre aqueles assuntos estressantes enquanto ele não comer.

3. Repita as ações que ele admira. Fique atenta ao que seu companheiro admira em você, repita as atitudes simples que ele mostrou claramente ter gostado. Alimentar a admiração entre vocês é um ponto importante.

034. Não insista nas mudanças que não irão acontecer. As pessoas não mudam quando a gente quer, as pessoas mudam quando elas querem e decidem mudar. Algumas vezes você deverá se adaptar aos hábitos do seu parceiro ou vai passar a vida reclamando das mesmas coisas. Por exemplo, se você sabe que ele dorme cedo, não adiante insistir para ele ficar contigo até as 6h da manhã na festa ou se ela acorda de mau humor, não espere que ela mude esse comportamento e passe a ter bate papos animados contigo pela manhã. Ou ainda se ele é indeciso, não fique cobrando que ele decida algo em 5 minutos. Enfim. Aceite a realidade que dói menos kkkkk.

5. Seja uma pessoa bem humorada. Bom humor deixa tudo mais leve e descontraído. Faça brincadeiras entre vocês, bom humor faz um bem danado pra nós e pro outro.

6. Desperte em você sua melhor versão. Quando você se propõe a ser cada dia uma pessoa melhor, a vencer comportamentos ruins e ressaltar suas atitudes positivas, você tende também a ter mais coisas boas a oferecer as outras pessoas.

7. Comprometam-se em ter uma convivência pacífica. Brigas não são “normais”, ter pontos de vista diferentes sim. Por isso quando um dos dois se exaltar o outro procure manter a calma. Trabalhem juntos para esse fim.

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Ou outra coisa positiva nos casais que praticam a Reciprocidade do Bem , é que eles colocam o bem estar da relação acima dos seus interesses individuais e por isso são mais flexíveis, pacientes e negociam melhor quando precisam tomar decisões importantes juntos.

Eles também costumam ser bastante empáticos um com o outro, por exemplo, quando um deles se atrasa para um evento específico , o outro se coloca no lugar dele e ao invés de dar uma bronca, se mostra compreensível. Isso gera gratidão no parceiro e em troca ele também é mais paciente quando os papéis se invertem. O casal vai trocando generosidade e compreensão. Eles não colocam lenha na fogueira durante uma discussão, pelo contrário, não deixam esse tipo de fogo crescer. Usam o diálogo construtivo para trazer a luz o que os incomoda e para resolverem as situações a fim de fortalecer a relação.

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Pratique a Reciprocidade do Bem e construa um relacionamento que vale a pena ser vivido.

Obs: Esse tema foi sugestão de uma amiga que gentilmente compartilhou comigo sua história e seu conceito sobre Reciprocidade do Bem e do Mal. Achei muito interessante e decidi dividir com vocês.

Espero vocês semana que vem.

Beijos,

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3 comentários sobre “Por que alguns relacionamentos dão tão certo e outros não?

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