O que fazer para lidar bem com o status de solteira

Oi Lindonas! Perceberam que quando o tema é autoestima e relacionamento amoroso tem muito assunto para gente conversar ne?

Na semana passada nós vimos porque é tão difícil ficar solteira (clique aqui) e hoje vamos falar sobre O que fazer para lidar bem com o status de solteira.

Para lidar bem com o status de solteira você precisa estar bem consigo mesma, ter boa autoestima, gostar da sua própria companhia e ter consciência  dos motivos que te levaram a escolher estar solteira nessa fase da sua vida. Para isso é necessário buscar autoconhecimento e ter mais convicção da sua identidade. Essa convicção vai te ajudar a ser mais bem resolvida e lidar melhor com as críticas e com os comentários ruins a respeito do seu status de relacionamento. As pessoas vão te cobrar diversas coisas, boa formação acadêmica, bons salários, marido, filhos, ser bilíngue, adotar um bicho de estimação, etc… Todos nós temos a opção de nortear nossas escolhas baseadas no que queremos e sonhamos pra nós ou baseadas no que a família e a sociedade querem de nós. Cabe a você decidir o rumo da sua história. Lembre-se que você é a protagonista da sua vida e responsável por escrever cada trecho.

Agora fique atenta!

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Uma coisa é decidir estar solteira porque vê vantagens nisso, outra coisa é estar solteira por medo de se relacionar, medo de se machucar emocionalmente e medo de ser feliz. O medo é algo que nos paralisa e poda nossos sonhos. Faz com que a gente se esconda da vida. Por isso evite justificar seus medos. Aceite-os e busque ajuda para superá-los.

Pergunte-se: O que eu poderia viver hoje se eu superasse meus medos? Quais sensações eu experimentaria se eu fosse livre dos meus medos?

Bom, passada essa fase de identificar se o fato de você estar solteira é por medo ou por escolha pessoal, vamos esclarecer outra coisa: Ficar solteira é sim uma boa opção muitas vezes. Mas tem gente que fica tão triste por não ter um companheiro(a) que direciona toda a sua atenção para os pensamentos negativos e depreciativos. Ela se torna uma pessoa dramática e cheia queixas.

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Essas lamentações tomam grandes proporções ao ponto de cegar a pessoa. Ela se esquece que o mundo é vasto e cheio de países com culturas e pessoas diferentes e com muitas coisas interessantes a serem vividas e experimentadas. E também se esquece de valorizar os feitos importantes que ela já alcançou, como um bom trabalho, bons amigos… É como se a tristeza apagasse todas as suas boas conquistas e tudo girasse em torno do que lhe falta e não no que ela já tem. Um bom exercício seria fazer uma lista de conquistas e de motivos de gratidão para que a pessoa se lembre das coisas boas e interessantes que ela vive e ainda pode viver e para redirecionar seus pensamentos e gerar emoções positivas e motivação para seguir em frente de forma mais otimista. Outro bom exercício seria pensar sobre como você inspirou o amor e a admiração dos seus amigos por você. Há pessoas que tem dificuldade de reconhecer a capacidade que tem de inspirar amor no outro. Essa seria uma maneira de você ter mais consciência do seu valor pessoal. Se necessário peça um feedback sobre suas virtudes aos amigos mais próximo. Você pode se surpreender com as respostas.

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O que fazer enquanto estiver solteira?

Quando se está solteira você tem mais tempo livre para se ocupar com você mesma e investir em autoconhecimento e autocuidado. Isso significa investir em momentos de solitude e fazer certas coisas sem depender de ter a companhia de outras pessoas, como ir ao cinema, ir ao seu restaurante favorito, praticar esportes, ler, ir a eventos interessantes de temas diversos (feiras, exposições), viajar, receber massagem, ir ao show do seu artista favorito, se engajar em projetos sociais … E se envolver em coisas que fazem sentido para você. Tem a ver com se comprometer consigo mesma para construir uma vida com um propósito bonito e bem definido. Não deixe sua vida parada e sem grandes conquistas só porque não tem um namorado ou marido. Para viver momentos incríveis as vezes será preciso ousar e fazer diversas mudanças, mudar de cidade, mudar de estilo de vida, tentar novas coisas, novos ambientes, novas amizades…

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Mas a coragem para fazer essas mudanças vem do autoconhecimento, vem do investir tempo em se ouvir para saber de fato o que é relevante para sua vida. E a solitude te proporciona isso.

Segundo a psicóloga Mariana Grasel Figueiredo “solitude é o momento de silêncio e privacidade voluntários onde você consegue um estado de conexão consigo mesmo. É o momento de fazer uma pausa no dia, na semana, no mês, na vida (..), diminuir o ritmo interno, para se reconectar consigo. Ela difere da solidão, que é o sentir-se só estando sozinho ou mesmo acompanhado. Na solitude, estamos sozinhos, mas acompanhados de nós mesmos. Os sentimentos também diferem. A solidão é triste, negativa, a solitude é revigorante. Solitude é reencontro. Dolorido no início, mas vital. Vital se desejamos não apenas existir, mas viver. Dolorido porque nos leva a encarar aquilo que, se pudermos, evitaremos uma vida inteira. Solitude é resgate de essência. E uma essência que às vezes nem sabemos qual é, e que precisa ser antes despertada e construída para então, nas solitudes, resgatada…

Solitude é identidade. Solitude é antes de tudo: ser. Ser humano. Ser real e não ideal. Solitude é desapego. De expectativas, de ilusões, de garantias (…). Na vida nos perdemos o tempo todo… de nós mesmos. Partes de nós vão ficando nos caminhos que cruzamos, nas situações que vivemos, nas pessoas que nos relacionamos. A solitude é uma benção porque nos permite essa volta para o centro de nosso verdadeiro eu”. (Click aqui https://ressignifique.wordpress.com/?s=solitude&submit=Procurar para ler esse texto na íntegra).

Aprender a transformar a solidão em solitude é um processo que ajuda a viver de forma mais plena.

Me lembro de quando eu estava solteira e ia a praia no final da tarde para praticar minha solitude. Era uma delícia! Eu, um livro e o mar. Ali eu conversava comigo mesma e com Deus. Me sentia em paz e reconectada comigo. Algumas pessoas estranhavam “Nossa! Você vai a praia sozinha hoje? Sim! Hoje eu prefiro ir só”. Era gostoso ter esse momento só meu.

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Minha satisfação pessoal dependia de mim e não de eu estar em um relacionamento amoroso. Ter um namorado era uma opção, não uma obrigação. Me relacionar não era uma fuga de mim mesma, mas uma vontade de compartilhar a felicidade que já existe em mim.

Aproveite a oportunidade de estar solteira para ter clareza da sua identidade, daquilo que te caracteriza, dos seus gostos pessoais, dos seus limites. Quando você investe em autoconhecimento você tem mais chances de construir um relacionamento saudável porque você se conhece melhor, sabe da importância de cuidar de si e não anular, não se negligenciar, sabe das suas fragilidades e não deposita no outro a expectativa de que ele seja o responsável por te fazer feliz. Pessoas que praticam a solitude são menos melindrosas, mais bem resolvidas e mais fáceis de se relacionar.

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Deixo aqui meu convite para que você pratique mais a solitude e que nela você se veja de um jeito único e que você se permita ver o seu real valor e consiga transmitir aos outros o quão especial você é.

Beijos e até a próxima quarta.

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2 comentários sobre “O que fazer para lidar bem com o status de solteira

    • Que lega Carol! Busque mesmo é muito bom! É um desafio silenciar as coisas ao nosso redor e ter um tempo só nosso, mas vale a pena. Beijos

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